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A ESCOLA DO SABER
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- Vera Vaz -
Trechos do Capítulo 21

I Parte
O fim da escola medíocre, especialista em matérias
21 - Conclusão
 

TUDO TEM QUE SER REFORMULADO NA NOVA ESCOLA!
...A intenção deste livro não é dar resposta, mas, criar indagações e dúvidas sobre a instituição Escola , onde nossos jovens e crianças passam a maior parte de seu tempo e se formam. Indagações estas que não devem estar só no seio da própria escola, mas, na família que entrega seus filhos para nela serem educados e em toda a comunidade que a cerca, que é, afinal, a quem esta deve servir.
 
...Diretores e donos de escolas, pais; professores, alunos, governantes e técnicos da área da educação, cultura e da assistência social tem que se unir em torno da idéia de mudar e tentar transformar a escola na Promotora do Saber, mesmo errando num primeiro momento, mesmo com os sonhos e esperanças exacerbados e ingênuos que todo projeto revolucionário traz em seu bojo, o importante é ir em busca de uma nova realidade educacional para este país.
Se os conteúdos hoje ministrados serviram, sem maiores problemas, para a época da ditadura, como já foi comentado neste livro, fica claro que não estão coerentes com o que se espera do Saber de um país democrático e livre e, por isso, é urgente optar logo por substituí-los por algo mais valido.
Sabemos que, para que este país se torne democrático e moderno, todos deverão ter chances igualitárias de se desenvolver culturalmente, de lutar por seus direitos, de estar conscientes e de cumprir com os seus deveres para com a sociedade.
 
...E nós? Vamos continuar obrigando nossos alunos a decorar as datas das guerras púnicas? Com que direito? Com qual intuito?
Outro dia eu estava assistindo no canal Discovery como é feita uma nave espacial. Pensei com meus botões: quem decidiu que saber a vida de Napoleão é mais importante que saber sobre a corrida espacial, para que a primeira esteja no currículo escolar e a segunda não?
Não existe tempo real possível para se dar todas as informações sobre conhecimentos que a humanidade acumulou e nenhum é mais ou menos importante que o outro e, portando, a escola mais do que discorrer matéria, tem que formar o aluno para compreender, associar, se posicionar sobre qualquer matéria.

 

   
 
 
...A nova escola, para ter validade e reconhecimento, terá que implantar projetos educacionais , que tenham como matéria a ser abordada os conceitos antropológicos, sociológicos e filosóficos do homem e terá que aplicar estes projetos com competência, profissionalismo e coerência.
...Preparar para o vestibular significa: formar ninguém em absolutamente nada! E se descartarmos a idéia de fazer a prova seletiva do vestibular ? Qual a razão e serventia das informações que vem sendo passadas aos alunos?
Eu vejo que, a maioria dos professores, não sabe responder a esta questão, simplesmente, seguem um planejamento e despejam um amontoado de informações sobre os alunos, sem parar para pensar e se perguntar ao menos "POR QUÊ?".
...A moda agora é dizer que não adotam teoria nenhuma mas, "uma mistura de várias", porém, o que tenho visto é que, com esta desculpa, não adotam NADA, só o que convém, e assim, não tem como serem cobrados em suas atitudes anti-pedagógicas, pois, VALE TUDO!

 

 

...Nas condições trágicas de crise que este hoje se apresenta em todo o mundo e com o nível de exigências que pede, tão distanciado da realidade escolar, o futuro se anuncia bem triste e duro para esta criatura e, por conseqüência, para este país.

 

 
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Parte I O Fim da Escola medíocre, especialista em matérias
 
 
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Para Pensar

 

"Dois elementos fundamentais na educação corporativa são a percepção e a motivação. A percepção é a primeira das qualidades a se trabalhar em um processo educacional. Após a mesma podemos criar compreensão, construir conhecimento e promover ações adaptativas a um novo mundo, aquele que agora tem esta pessoa dotada de novos conhecimentos e competências. Motivar significa mostrar o motivo para que a ação seja realizada. É clássico que o ser humano só se sente motivado para atender às suas necessidades, e que no processo de aprendizado e desenvolvimento, a motivação é prima do prazer e do sentido."

- Eugênio Mussak

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Em uma aula de ciências, a professora pergunta ao Joãozinho:
- Joãozinho, qual a função do esqueleto?
E o menino levado pacas diz em alto e bom tom:
- Invadir o castelo de Greiscol fessora!!!
 
 
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Assim falou um poeta...

FRESTA

Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,

Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado

Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.


 

Fernando Pessoa
 
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SOU DA PAZ
 
 
 
 
 
DEPOIMENTO

"Sou professor da rede pública municipal em Natal, Rio Grande do Norte. ...
Na minha atuação tenho percebido e sentido o quanto em algumas ocasiões os profissionais da rede pública vêm tratando seus aprendentes, as justificativas são as mais variadas possíveis:
um alega os baixos salários, outro, o cansaço, e por aí vai se levando o quotidiano das Escolas, não falo de ouvir, falo de presenciar.
Ao mesmo tempo sei que determinados atos não são praticados de forma consciente, ao menos não quero acreditar que o seja.
Para esclarecer melhor a situação o método não é o da violência física e sim a da falta de amor, de compreensão, o modelo de tratamento dispensado é o da ausência. Percebe-se claramente estas atitudes através da forma como fora exposto para aquela mãe o que representava seus filhos, imagine uma pessoa que não recebera uma educação que permita-lhe exercer todo seu potencial, chegando a um Estabelecimento de Ensino para a qual fora chamada, na perspectiva de que a Escola teria algo de bom a oferecer e o que acontece é uma informação deprimente, "ah não podemos com seus filhos"; eu não retornaria mais aquele lugar e provavelmente, com uma baixa estima, passaria a desacreditar que aquele ambiente pudesse fazer algo por mim ou por meus filhos"

Eudes Rodrigues Gurgel, professor